Eles estão aqui.
E eu, pra meu desespero, não estou lá...
É, realmente saber que eles estão "Far away, so close" me deixou meio nostálgica. Algo que só quem adolesceu nos anos 80 e 90 sabe como é. Tempos bons em que os bailinhos não tinham tchutchucas, popozudas e cachorras e que o máximo da transgressão eram as músicas lentas que normalmente serviam pra descansar da pulação e dos passinhos todos milimetricamente sincronizados.
New Order, Pet Shop Boys, Depeche Mode, Erasure... Todos parte de um universo particular. Aquele universo onde as camisetas brancas sob luzes estroboscópicas eram a lei. O maior dos medos ao voltar para casa das baladas era chegar em casa e tomar uma "bronca" dos pais... E os pulos janela adentro... E as mães cúmplices da aventura toda. Xuxa ainda era uma ex-namorada de Pelé e não era considerada rainha de nada. Carla Perez era desconhecidíssima (e quisera Deus tivesse permanecido assim...), CDs eram apenas sonhos que apareciam nas páginas da Bizz e quase ninguém acreditava que fossem "pegar". DJs eram via de regra conhecedores de house, ambient house e mais um monte de "houses" mais, e faziam acrobacias dignas de assobios e palmas da platéia presente às danceterias...
Em São Paulo Toco, Overnight, Contramão, Sunshine, Resumo da Ópera, Rapshody faziam história. Quem não conheceu o escorregador da Toco que começava no bar e terminava na pista tinha curiosidade de conhecer. Madonna virava diva dance com Vogue e era uma curtição ver todos dançando durinhos como robôs que se mexiam ao mesmo tempo ao apertar de um botão.
A música mudou. Mas quando vi que tive que suar para assistir o show dos Pet Shop Boys no Tim Festival em 2004, os ingressos para New Order venderam feito água e a expectativa de um show de Depeche Mode é enorme, percebi que talvez a mudança não tenha sido para melhor. Afinal, se tanta gente como eu tem saudades do que já foi...
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